6 Majors – Maratona de Chicago
23/10/2018
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Dia Internacional da Mulher – conheça 4 mulheres incríveis que mudaram a história da corrida

Se é pra falar de mulheres que mostraram que o lugar da mulher é onde ela quiser, temos muitos exemplos. Mas queremos falar especialmente das mulheres no esporte. Mulheres que quebraram barreiras, recordes, tabus e até mesmo chegaram a se disfarçar de homens para participar de provas.

No dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, por isso, todos os domingos de março iremos publicar a história de uma dessas mulheres inspiradoras. A publicação completa já está disponível no blog g-realfit.com

– Kathine Virginia “Kathy” Switzer, coragem para desafiar as regras que proibiam mulherem de participar das provas

Um dos episódios históricos da Maratona de Boston aconteceu em 1967, quando Kathrine Virginia “Kathy” Switzer foi a primeira mulher a realizar a prova, vestida de homem, já que o “sexo frágil” estava proibido de participar dessa corrida. Um dos organizadores a empurrou durante a prova para tentar impedi-la de continuar. Somente em 1972 a participação feminina foi efetivada e, desde então, só cresce.

Em 2018, foram mais de 13 mil mulheres dentre os quase 30 mil inscritos.

Quando eu participei da Maratona de Berlim, em 2017, tive a oportunidade de conversar com a Kathy e ela contou como foi correr contra o preconceito.


– Carmem de Oliveira, brasileira recorde de velocidade em diversas distâncias

Já faz 23 anos que nenhuma atleta brasileira consegue bater o recorde de Carmem de Oliveira obtido na Maratona de Boston (2h27min41), ela foi a primeira atleta a conquistar um sub-2h30 nos 42 km. Além disso, ela foi a primeira mulher do país a vencer a São Silvestre, em 1995.

Também ainda não apareceu nenhu­ma sul-americana mais rápida que Car­mem nos 5 km (seu recorde, de 1992, é 15min39), nos 10 km (tem 32min06, de 1993) e nos 15 km, em que fez 48min38 em 1994. Aposentada, ela torce para que seus recordes sejam batidos.


– Ana Luiza dos Anjos Garcez, esporte como instrumento de transformação positiva e renovação de vida

Ana Luiza Garcez é uma guerreira desde o seu nascimento. Ela foi abandonada em uma caixa de sapatos com a irmã gêmea, e viveu até os 18 anos na Febem. Saiu de lá para ser doméstica em troca de teto e comida, mas se revoltou com a exploração e passou a viver na rua. Aprendeu a se sustentar roubando, traficando e usando drogas. Porém, sua vida mudou após assistir ao filme Carruagens de Fogo, enquanto estava enrolada em um cobertor e deitada na frente de uma loja que vendia eletrodomésticos. Ela se apaixonou pela corrida e costuma dizer em entrevistas que foi fugindo da polícia que aprendeu a acelerar o passo. Para participar das primeiras provas, mandou os garotos de sua gangue roubarem dinheiro, roupas e tênis. Mas por conta do talento nato para o esporte, ela foi descoberta por Fausto Camunha, então secretário de Esportes de São Paulo, que a adotou. De lá para cá, Animal (seu apelido) obteve ótimos resultados, como o título da Meia Maratona de Halloween de Miami (EUA). Aos 56 anos, ela ainda vence muitas provas no Brasil. Inclusive, foi a primeira colocada dos 8K da WRun São Paulo, realizada no último domingo.


– Eleonora Mendonça, luta para conquistar direitos para as mulheres no Brasil e no Exterior

A carioca foi uma das grandes responsáveis pelos primeiros passos da corrida de rua no Brasil. Entre suas ações, a ex-atleta processou o Comitê Olímpico Internacional (COI), a Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o Comitê Organizador da Olimpíada de Los Angeles (1984) e seus presidentes por discriminação de gênero, já que até os Jogos de Moscou (1980) só os homens disputavam a maratona olímpica. O movimento resultou na realização da prova feminina em Los Angeles, e Eleonora se tornou a primeira brasileira a disputar os 42,195 km em uma Olimpíada.
A prova histórica ocorreu no dia 05 de agosto de 1984. Eleonora Mendonça terminou a prova na 44ª colocação, com o tempo de 2h52m19s.

Por aqui, ela organizou as primeiras corridas só para mulheres e a primeira maratona na capital fluminense. Entre tantos feitos e vitórias, hoje ela comanda um instituto que leva seu nome e incentiva ações de esporte e cultura no Brasil.

Essas são 4 mulheres a quem devemos agradecer pelo reconhecimento das mulheres no esporte, principalmente na corrida!

Existem muitas muitas mulheres incríveis, guerreiras, corajosas e persistentes ao redor do mundo, mulheres que lutam para conquistar espaço e direitos. Verdadeiras inspirações para todas nós! <3

Rackel Rotondo
Rackel Rotondo
Relações Públicas pela universidade Metodista e assessora digital do G-RealFit. Com a Giuli desde 1992... Não, peraí, isso é outra história. Idealizamos o G-RealFit em 2014 e desde então trabalhamos para desenvolver essa ideia: ela na linha de frente e eu nos bastidores ;) disseminando informações que agreguem qualidade de vida e bem estar para pessoas comuns, como eu e você! Vem com a gente ;*

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