Tudo o que você precisa saber sobre o vírus Influenza A/H1N1 – março 2016

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Tudo o que você precisa saber sobre o vírus Influenza A/H1N1 – março 2016

Como toda mãe, eu tenho acompanhado as notícias do aumento inesperado e precoce dos casos da gripe H1N1 no Brasil, na escolinha do meu filho já tivemos mais de 1 criança confirmada esse mês e por isso estamos super atentos !

O que ocorre é que todo ano temos uma época ( normalmente inverno) em que aumentam os casos de gripes e resfriados, causados por vírus, esses por sua vez sofrem mutações de tempo em tempo e cada ano vêm genéticamente modificados e por essa razão as vacinas do ano passado não são tão eficientes contra o vírus desse ano, não foi diferente com o vírus influenza AH1N1.

flu gripe h1n1 g-realfitE porque o alarme esse ano já que todo ano temos casos de infecção por influenza?

Porque por exemplo, o Estado de São Paulo vive um novo surto de H1N1 e, até o momento, 38 óbitos foram detectados. A ocorrência da Gripe H1N1 é maior no inverno e como ainda estamos no outono a campanha de vacinação nem comceçou. No ano de 2015, o Brasil registrou cerca de 141 casos de H1N1, com 36 mortes. Até o momento, somente a cidade de São Paulo contabiliza 260 pessoas infectadas e 38 óbitos, por essa razão o governo decidiu antecipar a vacinação nas redes públicas que iniciará aos grupos de risco em 8 de abril-2016 !

Então vamos às perguntas mais frequentes:

  1. Quem é o grupo de risco e onde vacinar ?

Crianças, bebês a partir de 6 meses, idosos, gestantes, indivíduos com algum grau de imunodeficiência e trabalhadores da área de saúde devem ser vacinados e são os casos em quem a doença costuma surgir com consequencias graves até mesmo levando ao óbito !

A vacina já está disponível nas redes particulares (vacina contra Influenza A+B, cepas 2016) e a partir de 8 de abril na rede pública . A vacina disponível é a trivalente, contra 3 tipos de influenza:

– A – Califórnia (o H1N1)

– A – Hong Kong (H3N2)

– B – Brisbane

A vacina quadrivalente, que contempla mais um tipo de influenza B, só deve chegar em meados de abril.

2. A vacina pode dar reação ?

Normalmente a reação é dor no local da aplicação, em algumas pessoas que não estão habituadas a tomar a vacina anualmente pode surgir sintomas sistêmicos e febre baixa, mas normalmente não apresenta grandes intercorrências.

3. A vacina tem contra-indicação ?

Sim, bebês menores de 6 meses não devem ser vacinados assim como pessoas com gripe apresentando febre ( as sem febre podem ser vacinadas), alérgicos à ovo, neomicina e merthiolate. Pessoas com doenças nerológicas também não devem ser vacinadas .

4. Como é transmitida e como faço para prevenir ?

A transmissão é igual qualquer tipo de gripe e resfriado, se dá por contato com secreções como a saliva, portanto pelo beijo, espirro, tosse, mãos sujas, copos e espirro gripe h1n1talheres sujos compartilhados, locais de aglomeração de pessoas e pouca ventilação, etc.

A melhor forma de prevenção é lavando as mãos sempre, se for possível utilizar o álcool gel, evitar o contato com pessoas doentes, por esse motivo é importantíssimo que as escolas ( grandes centros de disseminação de vírus) fiquem atentas e não permitam que alunos com quadro de gripes e resfriados frequentem a escola. Assim que surgirem os primeiros sintomas a criança deve ser levada ao pediatra e seguir as orientações que o mesmo passar.

O doente que suspeita que está com o vírus influenza pode utilizar máscaras para evitar transmitir para as pessoas que têm contato com ele.

 

5. Quais os sintomas e como diferenciar de um resfriado comum ? 

O período de incubação pode durar de 3 a 5 dias e a transmissão pode ocorrer antes que surjam os sintomas.

gripe_influenza_h1n1_g-realfit

 

6. Como é feito o diagnóstico ?

É feito através de história e quadro clínico e temos à disposição exames que podem identificar a presença do vírus de forma rápida.

7. Qual remédio devo tomar ?

A medicação utilizada normalmente remédios antivirais como Oseltamivir ou Zanamivir e geralmente o tratamento apresenta melhores resultados se for logo iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos primeiros sintomas. Porém em nenhuma situação é correto a automedicação, sempre procure um atendimento médico para que seja feito o diagnóstico correto e orientada a melhor forma de tratamento.

 

Por : Dra Giulianna Pansera

5 Comentários

  1. Karina Santos disse:

    Obrigada pelas dicas!!

  2. Marcela Zaneti Meirelles disse:

    Explicação ótima!!! Te sigo no snapchat e qdo disse que tinha postado algo sobre esse assunto, já corri pra ler!!! Muito obrigada pelo esclarecimento… Ah o “B” é lindooo kkkk… tbm tenho uma Lívia linda na mesma idade dele. Grande abraço! Vc é ótima!

  3. Bruna Araújo disse:

    Giuli! Não tinha noção do surto que está tendo em São Paulo! Fiquei preocupada!! Vou trabalhar na Feicon semana que vem e este post me esclareceu muita coisa… Vamos tomar a vacina antes de ir (fui um custo achar ela em Uberaba/MG) e levar bastante álcool gel. Obrigada pelas dicas!
    Te sigo no snap e estou torcendo para o Gabriel melhorar logo! Tadinho! Um anjo!
    Beijos

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