Calendário Vacinal 2016 – saiba o que mudou !!

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vacinaAgora se você realmente quer ficar em dia com a saúde do seu bebê não deixe de ir nas consultas com o pediatra. Recomendado que no primeiro ano de vida você leve seu filho ao pediatra 1 vez por mês e após o primeiro ano conforme for solicitado pelo profissional que o acompanha ! Dessa forma não tem como errar ou esquecer !

Nos últimos anos têm crescido algumas correntes “anti-vacinação” pelo mundo, principalmente EUA e Europa, por razões diversas, religião, crenças filosóficas, pânico em relação a teoria da conspiração, mas o que pudemos observar nesses anos foi apenas que nesses países algumas doenças que já estavam erradicadas voltaram a se manifestar de forma significativa na sociedade, como por exemplo os casos de sarampo nos Estados Unidos atingiam o maior número já registrado em 20 anos, simplesmente porque é cada vez maior o número de pais que têm decidido não vacinar seus filhos. Na Europa, o quadro é parecido. Só em 2011, foram 26 mil casos da doença, decorrentes do mesmo motivo.

Acredito que não devemos ser radicais e nem cegos em nenhum aspecto, a medicina está sempre em evolução e trabalhamos para o bem, se for comprovado algum efeito ruim de alguma vacina nós, médicos, seremos os primeiros a interromper o uso ! E o que temos hoje em uso são vacinas que apresentam baixíssimos números de pacientes com qualquer tipo de efeitos colaterais !

Existem algumas diferenças nos calendários oficiais da Sociedade Brasileira de Pediatria, onde encontramos todas as vacinas recomendadas a partir do nascimento e no calendário oficail do Ministério da Saúde, onde encontramos apenas as vacinas obrigatórias e que são fornecidas gratuitamente pelo SUS .

calendario-vacinacao-sbp2015

Este acima é o calendário publicado pela SBP em 2015.

Este ano, 2016, o MS publicou nota fazendo algumas alterções no calendário oficial, essas alterções são :

  • HPV
    Como era: 2 doses para meninas de 9 a 13 anos com intervalo de 6 meses; 3ª dose 5 anos depois.
    Como fica: 2 doses com intervalo de 6 meses para meninas de 9 a 13 anos.
  • Poliomielite
    Como era: injeção aos 2 e 4 meses e gotinha aos 6 meses. 2 doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos (ambas de gotinha).
    Como fica: muda somente que a 3ª dose passa ser a injetável.
  • Pneumonia
    Como era: 3 doses (2, 4 e 6 meses de idade) e reforço entre 12 e 15 meses.
    Como fica: 2 doses – aos 2 e 4 meses e um reforço aos 12 meses.
  • Meningite
    Como era: 2 doses, aos 3 e 5 meses de idade, com reforço aos 15 meses.
    Como fica:2 doses, aos 3 e 5 meses de idade, com reforço aos 12 meses.

Outras informções úteis são:

  • BCG – Tuberculose: Deve ser aplicada em dose única. Uma segunda dose da vacina está recomendada quando, após 6 meses da primeira dose, não se observa cicatriz no local da aplicação. Hanseníase: Em comunicantes domiciliares de hanseníase, independente da forma clínica, uma segunda dose pode ser aplicada com intervalo mínimo de seis meses após a primeira dose.
  • Hepatite B – A primeira dose da vacina Hepatite B deve ser idealmente aplicada nas primeiras 12 horas de vida. A segunda dose está indicada com 1 ou 2 meses de idade e a terceira dose é realizada aos 6 meses. Desde 2012 no Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina combinada DTP/Hib/HB (denominada pelo Ministério da Saúde de Penta) foi incorporada aos 2, 4 e 6 meses de vida. Dessa forma, os lactentes que fizerem uso desta vacina recebem quatro doses da vacina Hepatite B. Aqueles que forem vacinados em clínicas privadas podem manter o esquema de três doses, primeira ao nascimento e segunda e terceira dose aos 2 e 6 meses de idade. Nestas duas doses, pode- se utilizar vacinas combinadas acelulares – DTPa/IPV/Hib/HB. Crianças com peso de nascimento igual ou inferior a 2 Kg ou idade gestacional < 33 semanas devem receber, além da dose de vacina ao nascer, mais três doses da vacina (total de 4 doses, 0, 2, 4 e 6 meses). Crianças maiores de 6 meses e adolescentes não vacinados devem receber 3 doses da vacina no esquema 0, 1 e 6 meses; 0, 2 e 6 meses; ou 0, 2 e 4 meses. A vacina combinada A+B (apresentação adulto) pode ser utilizada na primovacinação de crianças de 1 a 15 anos de idade, em 2 doses com intervalo de seis meses. Acima de 16 anos o esquema deve ser com três doses (0, 1 e 6 meses). Em circunstâncias excepcionais, em que não exista tempo suficiente para completar o esquema de vacinação padrão de 0, 1 e 6 meses, pode ser utilizado um esquema de três doses aos 0, 7 e 21 dias. Nestes casos uma quarta dose deverá ser feita, 12 meses após a primeira dose, para garantir a indução de imunidade em longo prazo.
  • DTP/DTPa – Difteria, Tétano e Pertussis (tríplice bacteriana). A vacina DTPa (acelular) quando possível deve substituir a DTP (células inteiras) pois tem eficácia similar e é menos reatogênica.
  • dT/dTpa – Adolescentes e adultos com esquema primário de DTP ou DTPa completo devem receber reforços com dT a cada 10 anos, sendo que preferencialmente o primeiro reforço deve ser realizado com dTpa. No caso de esquema primário para tétano incompleto ou desconhecido um esquema de três doses deve ser indicado, sendo a primeira dose com dTpa e as demais com dT. As duas primeiras doses devem ter um intervalo de dois meses (no mínimo de quatro semanas) e a terceira dose seis meses após a segunda. Alternativamente pode ser aplicada em três doses com intervalo de dois meses entre elas (intervalo no mínimo de quatro semanas).
  • Hib – A vacina Penta do MS protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae b (conjugada). A vacina é recomendada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. Quando utilizadas as vacinas combinadas com componente Pertussis acelular (DTPa/Hib/IPV, DTPa/Hib, DTPa/Hib/IPV,HB, etc.), disponíveis em clínicas privadas, uma quarta dose da Hib deve ser aplicada aos 15 meses de vida. Essa quarta dose contribui para diminuir o risco de ressurgimento das doenças invasivas causadas pelo Hib em longo prazo.
  • Pneumocócica conjugada – É recomendada a todas as crianças até 5 anos de idade. Recomendam- se três doses da vacina Pneumocócica conjugada no primeiro ano de vida (2, 4, 6 meses), e uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de vida. Crianças saudáveis que fizeram as quatro primeiras doses com a vacina 7 ou 10-valente podem receber uma dose adicional com a vacina 13-valente, até os 5 anos de idade. Crianças com risco aumentado para doença pneumocócica invasiva (DPI), entre 2 e 18 anos de idade, devem receber uma dose adicional com a vacina 13 valente. Para crianças e adolescentes com risco aumentado para DPI (vide recomendações nos CRIEs – Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais), recomenda-se também a vacina pneumocócica polissacarídica 23- valente, mesmo que tenham recebido a vacina pneumocócica conjugada anteriormente. Esta vacina deverá ser aplicada após intervalo mínimo de 2 meses da vacina pneumocócica conjugada. Uma única dose de revacinação com a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente deve ser administrada 5 anos após a primeira dose para as pessoas com risco aumentado de DPI.
  • Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela (vacinas tríplice viral – SCR; quádrupla viral – SCRV; varicela). Aos 12 meses de idade: deve ser feita na mesma visita a primeira dose das vacinas tríplice viral (SCR) e varicela, em administrações separadas, ou com a vacina quádrupla viral (SCRV). A vacina quádrupla viral se mostrou associada a uma maior frequência de febre nos lactentes que receberam a primeira dose desta vacina, quando comparados com os que recebem as vacinas varicela e tríplice viral em injeções separadas, na primeira dose. Aos 15 meses de idade: deverá ser feita a segunda dose, preferencialmente com a vacina quádrupla viral (SCRV), com intervalo mínimo de tres meses da última dose de varicela e SCR oú SCRV. Em sitúaçoes de risco como, por exemplo, súrto oú exposiçao domiciliar ao sarampo, oú súrtos oú contato íntimo com caso de varicela, e possível vacinar crianças imunocompetentes de 6 a 12 meses com a primeira dose da vacina SCR oú com a vacina monovalente contra varicela de 9 a 12 meses. Nesses casos, a dose aplicada antes os 12 meses de idade, nao sera considerada como valida e a aplicaçao de mais dúas doses apos a idade de 1 ano sera necessária. A vacina varicela em dose única mostrou-se altamente eficaz para prevenção de formas graves da doença. Entretanto, devido à possibilidade de ocorrência de formas leves da doença em crianças vacinadas com apenas uma dose da vacina varicela, sugere-se a aplicação de uma segunda dose da vacina. Crianças que receberam apenas uma dose da vacina varicela e apresentem contato domiciliar ou em creche com indivíduo com a doença devem antecipar a segunda dose, respeitando o intervalo mínimo de 1 mês entre as doses. A vacinação pode ser indicada na profilaxia pós-exposição dentro de cinco dias após o contato, preferencialmente nas primeiras 72 horas.

Agora que vocês já sabem um pouco mais sobre a importância da vacinação e o calendário vacinal do nosso país, não marque bobeira e mantenha a carteirinha da sua família sempre em dia !!!

Por Dra. Giuli Pansera

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