O que é Diabetes Mellitus tipo 1 ?

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Ouve-se muito falar em diabetes, mas você sabe a diferença entre os tipos de diabetes?

Vou falar nesse post sobre o tipo menos comum, a diabetes tipo 1 que corresponde de 5 a 10 % dos casos.

diabetes tipo 1Esse tipo de diabetes é o resultado da destruição de células betapancreáticas com consequente deficiência de insulina. Na maioria dos casos, essa destruição de células beta é mediada por autoimunidade, porém existem casos em que não há evidências de processo autoi-mune, sendo, portanto, referidos como forma idiopática de DM1. Os marcadores de autoimunidade são os autoanticorpos anti-insulina, antidescarboxilase do ácido glutâmico (GAD 65), antitirosina-fosfatases (IA2 e IA2B) e antitransportador de zinco (Znt) (1A).3-7 Esses anticorpos podem estar presentes meses ou anos antes do diagnóstico clínico, ou seja, na fase pré-clínica da doença, e em até 90% dos indivíduos quando se detecta hiperglicemia.

Esse é o tipo de diabetes em ue o paciente necessitará do uso de insulina do dia do diagnóstico até o final de sua vida, pois seus pâncreas não funciona mais devido a essa ” destruição” das células beta !!

A taxa de destruição das células beta é variável, sendo, em geral, mais rápida entre as crianças, por essa razão que esse é um tipo de diabetes que tem o diagnóstico frequente quando pequenos. A forma lentamente progressiva ocorre em adultos, sendo referida como diabetes autoimune latente do adulto (LADA, acrônimo em inglês de latent autoimmune diabetes in adults).

Para se fazer o diagnóstico geralmente o início da doença é abrupto com sintomas indicando de maneira contundente a presença da enfermidade.

Atualmente são três os critérios aceitos para o diagnóstico de DM com utilização da glicemia:

  • Sintomas de poliúria ( faz muito xixi), polidipsia (tem muita sede) e perda ponderal ( perda de peso) acrescidos de glicemia casual > 200 mg/dl. Compreende-se por glicemia casual aquela realizada a qualquer hora do dia, independentemente do horário das refeições.
  • Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl (7 mmol/l). Em caso de pequenas elevações da glicemia, o diagnóstico deve ser confirmado pela repetição do teste em outro dia.• Glicemia de 2 horas pós-sobrecarga de 75 g de glicose > 200 mg/dl.

CAtEGORiA

JEJUM*

2 h ApóS 75 G DE GLiCOSE

CASUAL**

Glicemia normal

< 100

< 140

Tolerância à glicose diminuída

> 100 a < 126

≥ 140 a < 200

Diabetes mellitus

≥ 126

≥ 200

≥ 200 (com sintomas clássicos)***

Valores de glicose plasmática (em mg/dl) para diagnóstico de diabetes mellitus e seus estágios pré-clínicos.
*O jejum é definido como a falta de ingestão calórica por no mínimo 8 horas; **Glicemia plasmática casual é aquela realizada a qualquer hora do dia, sem se observar o intervalo desde a última refeição; ***Os sintomas clássicos de DM incluem poliúria, polidipsia e perda não explicada de peso.
Nota: O diagnóstico de DM deve sempre ser confirmado pela repetição do teste em outro dia, a menos que haja hiperglicemia inequívoca com descompensação metabólica aguda ou sintomas óbvios de DM.

Em relação  a dieta do diebético, hoje em dia já se sabe que não é necessário mais eliminar todo o carboidrato, o que precisa ser feito é um acompanhamento nutricional com profissionais que irão determinar as quantidades de macro e micronutrientes presentes na dieta de acordo com os valores de insulina diários e também de acordo com as atividades físicas praticadas pelo paciente. Em crianças isso é uma tarefa difícil e requer muita paciência e dedicação dos familiares. Porém é possível que o diabético leve uma vida totalmente normal e sem muitas restrições.

menininha diabetes 1Estudos vêm mostrando que uma dieta que leve em consideração a carga glicêmica oferece um modesto benefício adicional em relação à contagem de carboidrato.
Existe hoje uma linha de estudos que sugere que as crianças e adolescentes com DM1 necessitam ser triados para outras doenças autoimunes, em especial a doença celíaca mas ainda não é uma regra e nada comprovado com fortes evidências científicas. Porém o glúten deve ser retirado do plano alimentar pelo profissional nutricionista naqueles que apresentarem diagnóstico positivo para doença celíaca.
Em geral a descoberta e o início do tratamento do diabetes do tipo 1 em crianças é um evento traumático para o paciente e para os familiares, o que requer em muitos casos acompanhamento não só do endocrinologista e do nutricionista como também de um psicólogo. Também é importante orientar a criança em relação à atividade física pois as doses de insulina deverão ser ajustadas de acordo com a intensidade e quantidade de atividade diária.
menininho bomba de insulina
Com os avanços na tecnologia e na medicina o tratamento está bem mais fácil, se o paciente for consciente e colaborativo é possível em alguns casos o uso da bomba de insulina o que possibilita uma vida absolutamente normal no que diz respeito à alimentação.
O diabetes não é uma doença fácil de lidar e precisa ser muito bem controlada, pois é o bom controle dos índices de glicemia durante a vida que irão determinar o grau e o número de complicações que surgirão ao longo dos anos devida à doença.
Por isso vale a pena se informar e fazer o possível para levar uma vida saudável, a dieta prescrita por um nutricionista capacitado e a prática de atividade física serão seus grandes aliados no tratamento e prevenção de futuras complicações !
Por Dra. Giulianna Pansera

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