Porque eu estou acima do peso ?

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Sempre que vemos um gordinho pensamos: ” Nossa ele ou ela deve comer muito !!”

Não necessariamente!

Hoje já sabemos que nem todo gordinho “merecia” estar gordinho, trabalhos recentes mostram que em uma parte dos casos o excesso de gordura corporal é decorrente a problemas metabólicos e não ao excesso de ingestão calórica.

O excesso de gordura corporal é decorrente do desequilíbrio entre o que uma pessoa come e quanto o seu organismo elimina como energia necessária para o funcionamento do nosso corpo. É claro que existe a obesidade resultante de uma grande ingestão alimentar e sedentarismo, e essas ainda são a principal causa da obesidade no mundo, porém existem pessoas que apesar de ingerirem uma quantidade considerada normal de alimentos tem um gasto energético diminuído e portanto engordam mais facilmente que as demais.

Por problemas genéticos e metabólicos, um grande número de obesos tem maior tendência para a obesidade e necessita uma abordagem ainda mais agressiva,inclusive com medicamentos.

Quais são os problemas hormonais que causam obesidade?

Na maioria das vezes, a obesidade é devida a problemas dietéticos e metabólicos e à inatividade física. As doenças glandulares podem estar associadas a obesidade mas não são as mais freqüentes.

São elas:

– Hipotiroidismo (produção diminuída dos hormônios tireoideanos que já expliquei aqui em outro post), – Síndrome dos Ovários policísticos ( uma síndrome que acarreta em diversas alterações hormonais e metabólica que estão associadas à obesidade),

– Deficiência do hormônio do crescimento,

– Insulinoma (tumor de pâncreas) e Hiperinsulínismo,

– Síndrome de Cushing, etc…

Devemos também lembrar que a obesidade pode ser ocasionada pelo uso de certos medicamentos, entre os quais os psicotrópicos, cortizona, antidepressivos tricíclicos e o lítio.

Existem também várias alterações genéticas que podem predispor à obesidade, isso está sendo amplamente estudado através dos avanços na tecnologia de genotipagem e de mapeamentos genéticos, a exemplo dos estudos de associação e rastreamento do genoma.

Um exemplo é o Gene do Receptor da Leptina (LEPR). A leptina consiste numa proteína produzida e secretada principalmente pelo tecido adiposo branco, que se destaca pela atividade de regulação da ingestão alimentar e controle do gasto energético através da ação sobre receptores da leptina localizados no hipotálamo. Estudos demonstraram associações entre variantes genéticas do gene do receptor da leptina (LEPR) e o risco para obesidade, apesar desta relação ainda ser controversa na literatura. Dentre os SNPs descritos no LEPR, o rs1137101 (Gln223Arg) acarreta a substituição de um aminoácido no domínio extracelular do receptor da leptina e está associado à deficiência na sua capacidade de sinalização. Em mulheres apresentando este SNP foram encontrados valores mais elevados de IMC, massa gorda e nível sérico de leptina.

Bom como podem ver é um assunto complexo e cheio de palavras difíceis que não vem ao caso falar muito aqui, mas coloquei como exemplo para saberem que os estudos estão acontecendo e quanto mais se estudam as causas mais opções encontramos de tratamentos !!!

obese-child-junk-food-300x199Mas não se animem achando que só porque existem outras causas para o excesso de peso vocês estão liberados para sair comendo e ficar deitados no sofá e depois colocar a culpa em algum problema metabólico, hormonal, genético….. não não não !!

 

 

Independente de qualquer outra alteração, ter uma alimentação balanceada e saudável e uma vida ativa são os primeiros e melhores remédios para se prevenir e tratar o excesso de peso !!!!

Procurem sempre um médico para fazer a investigação diagnóstica necessária e também o tratamento, mas faça a sua parte levando uma vida saudável !!!

 

Por: Dra. Giulianna Pansera

 

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